- O problema da mensalidade fixa em software de trade marketing
- Como funciona o modelo pay-per-visit
- Comparativo de custos: mensalidade fixa vs. pay-per-visit
- 3 cenários onde o pay-per-visit gera mais economia
- O que um software sem mensalidade precisa entregar
- Como escolher o software certo para sua operação
- Conclusão
A maioria dos softwares de trade marketing cobra uma mensalidade fixa por usuário. Isso significa que, independentemente de quantas visitas a equipe realizou no mês, o custo permanece o mesmo. Para operações com volume estável e previsível, esse modelo funciona. Mas para a grande maioria das equipes de campo brasileiras — que lidam com sazonalidade, campanhas pontuais e rotatividade de promotores — a mensalidade fixa representa um custo desproporcional ao uso real da plataforma.
O software de trade marketing sem mensalidade fixa resolve exatamente essa equação: você paga pelo que usa, não pelo que contratou. Entenda como o modelo pay-per-visit funciona e em quais cenários ele gera mais economia.
O problema da mensalidade fixa em software de trade marketing
O modelo de mensalidade fixa por usuário é o padrão da indústria de SaaS. Plataformas como Involves Stage, Agile Promoter e outras cobram um valor mensal por promotor cadastrado ou por licença ativa. O valor pode variar de R$ 80 a R$ 300 por usuário/mês, dependendo da plataforma e do pacote contratado.
O problema surge em três situações comuns:
1. Promotores inativos geram custo. Se você tem 30 promotores cadastrados mas apenas 20 realizaram visitas no mês, você paga por 30. Férias, afastamentos, rotatividade: tudo isso gera ociosidade que você absorve.
2. Sazonalidade penaliza. Uma operação de Páscoa pode precisar de 50 promotores em março e abril, mas apenas 15 no resto do ano. Com mensalidade fixa, você tem duas opções: manter o contrato para 50 (pagando por capacidade ociosa) ou renegociar a cada ciclo (burocracia e risco de perder condições).
3. O custo real é opaco. Muitas plataformas não divulgam preços publicamente. Você precisa agendar uma reunião comercial, passar por qualificação e receber uma proposta personalizada. Isso impede a comparação direta e dificulta o planejamento financeiro antes de fechar contrato.
Como funciona o modelo pay-per-visit
O modelo pay-per-visit é uma alternativa ao SaaS tradicional. Em vez de cobrar por usuário cadastrado, o software cobra por visita realizada. A lógica é simples: se o promotor foi ao PDV e registrou a visita (com check-in, checklist e fotos), a visita é contabilizada. Se não foi, não há cobrança.
Na prática, isso significa:
- Sem mensalidade fixa. O custo mensal varia conforme o volume real de visitas.
- Sem cobrança por promotor inativo. Se um promotor não realizou nenhuma visita, ele não gera custo.
- Sem contrato mínimo. Você pode começar com um volume pequeno e escalar conforme a operação cresce.
- Preço público e previsível. Com a tabela de preços por faixa de volume, qualquer gestor calcula o custo antes de contratar.
O PMR (Promo MKT Report) é um exemplo desse modelo no Brasil. O custo por visita comeca em R$ 2,00 e reduz progressivamente conforme o volume aumenta.
Comparativo de custos: mensalidade fixa vs. pay-per-visit
Vamos simular uma operação real para comparar os dois modelos:
Cenário: 20 promotores, 8 visitas por dia, 22 dias úteis por mês.
* Política de volume: quanto maior o volume de visitas, menor o custo por visita. Peça o orçamento e veja a tabela de escala: simular minha operação →
Com a política de volume do PMR, 3.520 visitas custam R$ 1.200, menos da metade da mensalidade fixa mais barata da tabela. E esse é o cenário com 100% de ocupação. Na vida real, a maioria das operações não tem ocupação plena todos os meses. Quando consideramos que:
- Em média, 15-20% dos promotores ficam inativos em algum momento do mês
- Campanhas sazonais geram picos e vales de atividade
- A rotatividade média de promotores no Brasil é de 30-40% ao ano
O modelo pay-per-visit tende a gerar um custo total menor no acumulado de 12 meses, porque você só paga pelo que realmente aconteceu.
3 cenários onde o pay-per-visit gera mais economia
1. Agências de merchandising com múltiplos clientes
Agências de merchandising e marketing promocional gerenciam equipes para diferentes clientes, cada um com volume e duração próprios. Um contrato de 3 meses com 15 promotores e outro de 6 meses com 40: o volume varia o tempo todo. Com pay-per-visit, cada projeto é cobrado pelo uso real. Quando um contrato encerra, o custo cai automaticamente.
2. Indústrias com operação sazonal
Páscoa, Natal, volta às aulas, Black Friday. Indústrias de bens de consumo fazem picos de ativação que duram 30 a 60 dias. Escalar de 10 para 50 promotores e voltar para 10 sem multa e sem renegociação é exatamente o que o modelo pay-per-visit permite.
3. Pequenas e médias empresas começando em trade marketing
Para uma indústria que está montando sua primeira equipe de promotores, assumir uma mensalidade fixa de R$ 3.000 a R$ 5.000/mês é arriscado. Com pay-per-visit, você começa com 2 ou 3 promotores, valida o modelo e escala conforme os resultados aparecem. O custo inicial pode ser de R$ 500/mês, suficiente para provar o conceito sem comprometer o orçamento.
O que um software sem mensalidade precisa entregar
O modelo de cobrança não deve comprometer as funcionalidades. Um software de trade marketing eficiente, independentemente do modelo de preço, precisa oferecer:
- App para promotor (iOS e Android) — com check-in/check-out geolocalizado, checklists configuráveis e captura de fotos com geotag
- Painel de gestão web: dashboards em tempo real, filtros por promotor, região, rede e período
- Controle de ruptura — registro de produtos em falta no PDV com alerta para o gestor
- Relatórios automáticos: exportáveis e compartilháveis com clientes ou diretoria
- GPS e geofencing — para validar que o promotor esteve fisicamente no PDV
Funcionalidades avançadas como reconhecimento de imagem por IA, análise de share of shelf e integração com ERP podem ser oferecidas como módulos adicionais (add-ons), mantendo o custo base acessível para quem precisa apenas do essencial.
Como escolher o software certo para sua operação
Antes de escolher entre mensalidade fixa e pay-per-visit, responda estas perguntas:
- Qual o tamanho médio da sua equipe de campo? Se você tem uma equipe estável de 50+ promotores com ocupação acima de 90%, a mensalidade fixa pode fazer sentido. Para equipes menores ou com variação, o pay-per-visit tende a ser mais econômico.
- Sua operação é sazonal? Se você tem picos e vales ao longo do ano, o pay-per-visit protege você nos meses de baixa.
- Você gerencia múltiplos clientes? Agências que atendem diferentes marcas se beneficiam da flexibilidade de custo proporcional.
- Você precisa de todas as funcionalidades avançadas? Se o foco é execução no PDV (checklist, foto, GPS, ruptura), você não precisa pagar por módulos que não usa.
Para comparar plataformas específicas, veja nosso comparativo PMR vs Involves Stage com tabela detalhada de funcionalidades e preços.
Conclusão
O modelo de software de trade marketing sem mensalidade não é apenas uma questão de preço: é uma mudança na lógica de como você paga pelo software. Em vez de pagar por capacidade (usuários cadastrados), você paga por resultado (visitas realizadas). Para operações que variam de tamanho, que têm sazonalidade ou que estão começando em trade marketing, esse modelo oferece previsibilidade, flexibilidade e menor risco financeiro.
Se você quer calcular quanto custaria sua operação no modelo pay-per-visit, use o simulador de orçamento do PMR, sem precisar falar com ninguém antes.
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