A resposta direta
Um software de gestão de promotores em 2026 custa, na prática, entre R$2 por visita realizada (modelo pay-per-visit) e valores mensais por usuário que a maioria dos fornecedores só revela em proposta fechada. No PMR, o pay-per-visit começa em R$2 por visita para volumes até 1.000 visitas por mês, sem mensalidade fixa, sem taxa de adesão e sem contrato mínimo. Para operações grandes e estáveis, a Licença Permanente zera a mensalidade a partir do 13º mês. Os concorrentes que cobram mensalidade por usuário trabalham com preço sob consulta, então o número real só aparece depois da reunião comercial.
Este artigo destrincha os modelos de cobrança, o que entra no preço, o custo oculto que ninguém mostra na proposta e uma tabela de simulação por cenário para você levar o número fechado para a sua decisão de compra.
Modelos de precificação: como cada um cobra
Existem três formas dominantes de cobrar por um software de gestão de promotores. Cada uma tem lógica e armadilha própria.
Mensalidade por usuário
O modelo mais comum no mercado. A empresa paga um valor mensal por promotor ou usuário ativo, normalmente em contrato anual. O preço quase nunca é público: aparece "sob consulta", com desconto por volume negociado caso a caso.
- A favor: custo previsível mês a mês quando a equipe é estável
- Contra: você paga por usuário mesmo nos meses em que ele quase não vai a campo. Sazonalidade, férias coletivas e campanhas encerradas viram custo parado. Soma-se taxa de implementação e setup à parte
Pay-per-visit (pagamento por visita)
A cobrança acontece por visita efetivamente realizada ao PDV, não por cabeça contratada nem por assinatura. No PMR, R$2 por visita para volumes até 1.000 por mês, com o custo unitário caindo conforme o volume cresce.
- A favor: custo proporcional ao uso real. Mês fraco custa menos. Sem contrato mínimo, sem fidelidade, sem taxa de adesão
- Contra: em operação com volume altíssimo e constante, o acumulado de visitas pode passar o ponto onde a licença compensaria mais
Licença Permanente
A empresa paga pela licença e instala a plataforma na própria estrutura. No PMR, esse modelo atende operações com mais de 165 pessoas em campo e zera a mensalidade a partir do 13º mês.
- A favor: previsibilidade total e custo recorrente eliminado após 12 meses. Atende exigência de dados em servidor próprio por compliance
- Contra: exige volume e estabilidade para justificar o investimento inicial. Não faz sentido para operação pequena ou sazonal
O que está incluído no preço
Antes de comparar dois preços, confira o que cada um entrega. Dois softwares com valor parecido podem incluir pacotes completamente diferentes. No PMR, o valor por visita já inclui:
- Check-in com GPS: validação de que o promotor está dentro do raio do PDV
- Foto geolocalizada: cada imagem carrega coordenadas e horário, cruzados com o endereço da loja
- Checklist digital: presença de produto, preço, share de gôndola, ruptura e material de PDV
- Relatório em tempo real: efetividade por loja, promotor, rede e campanha no mesmo dia
- App offline: registra visita em loja sem sinal e sincroniza ao reconectar
- Suporte: atendimento incluído, sem pacote separado
No pay-per-visit do PMR não existe cobrança separada de implementação ou setup. Em plataformas com mensalidade por usuário, é comum a taxa de implementação e o setup virem fora do valor mensal anunciado, o que infla o custo do primeiro ano. Esse é o ponto que mais surpreende o gestor na hora de fechar.
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Falar com CarlosO custo oculto da mensalidade fixa
O preço anunciado na proposta não é o custo real. Na mensalidade fixa, o custo oculto está nos meses ociosos. Veja o que acontece no ano de uma operação típica de trade marketing:
- Janeiro: férias coletivas, equipe reduzida, mas a fatura chega cheia
- Pós-campanha: a ação sazonal acabou, o volume de visitas despenca, a mensalidade não muda
- Feriados prolongados e baixa temporada: menos dias úteis, menos visitas, mesmo custo
Em uma operação com sazonalidade, é comum dois a três meses por ano rodarem com metade do volume. Na mensalidade, você paga o cheio nesses meses. No pay-per-visit, você paga metade, porque o custo acompanha a visita realizada. Esse é o dinheiro que a proposta de mensalidade não mostra e que o gestor só descobre no balanço do ano.
O custo oculto não para na fatura. O custo total de propriedade (TCO) inclui três linhas que somem da proposta:
- Adoção e treinamento: app que a equipe não usa não gera dado. Promotor que resiste à ferramenta burla o check-in ou registra visita pela metade. O custo aqui está no tempo de treinamento e no esforço de fazer a equipe adotar de verdade. O PMR mantém o app simples justamente para reduzir essa fricção
- Integração com a folha: quando a contagem de visitas vira base de pagamento por visita, o software precisa conversar com a folha sem retrabalho manual. Conferência feita na mão a cada fechamento é custo escondido de horas de gestão
- Saída e lock-in: a licença anual prende você ao fornecedor até o fim do contrato, mesmo insatisfeito. O pay-per-visit não tem contrato, então o custo de saída é zero: parou de usar, parou de pagar. Sem multa, sem mês preso, sem renegociação para sair
Para uma comparação detalhada dos dois modelos, vale ler mensalidade fixa vs pay-per-visit.
Simulação de custo por cenário
A conta do pay-per-visit é direta: número de visitas realizadas no mês multiplicado pelo valor por visita. A fórmula base é promotores × visitas por dia × dias úteis × valor por visita. Para a base de visitas por dia, 8 é o teto otimista, viável em rotas de proximidade com lojas pequenas e pouco deslocamento. O número real varia de 4 a 8 PDVs por dia conforme o tamanho da loja e o tempo de deslocamento entre pontos. A tabela abaixo usa 8 visitas por dia e 22 dias úteis (176 visitas por promotor no mês) com a base de R$2 por visita do PMR:
| Cenário | Visitas/dia | Dias úteis | Visitas/mês | Custo/mês (R$2/visita) |
|---|---|---|---|---|
| 2 promotores (pequena operação) | 8 | 22 | 352 | R$ 704 |
| 4 promotores (média operação) | 8 | 22 | 704 | R$ 1.408 |
| 5 promotores (no teto da faixa) | 8 | 22 | 880 | R$ 1.760 |
A faixa de R$2 por visita cobre operações de até cerca de 5 promotores, ou 1.000 visitas por mês. Acima disso, o custo por visita cai por volume, sob negociação. Esses são preços reais da faixa, não tetos teóricos.
Repare no que a tabela mostra: numa operação no teto da faixa, com 5 promotores e 880 visitas, o software custa R$1.760 por mês. Esse valor é uma fração do custo da própria equipe de campo, que entra na próxima seção. E se a operação reduzir o volume em um mês de baixa, o custo cai na mesma proporção, sem renegociar contrato. Passou de 1.000 visitas por mês? O custo por visita cai por volume, e a faixa fechada vem na simulação.
Como calcular o ROI e o custo por visita real
O preço do software sozinho não responde se vale a pena. A pergunta certa é: quanto pesa a ferramenta dentro do custo total da operação de campo? Para isso, calcule o custo por visita real, que soma a equipe e a tecnologia.
O custo por visita do promotor (CPV) no Brasil varia entre R$60 e R$110, somando salário, encargos sociais (FGTS, INSS patronal, férias, 13º e provisões, que chegam a cerca de 72% sobre o salário), deslocamento e overhead. A fórmula completa está em como calcular o custo por visita do promotor. Coloque os dois números lado a lado:
- Custo da equipe por visita: R$60 a R$110
- Custo do software por visita: R$2 no pay-per-visit do PMR
O software representa menos de 3,5% do custo total da visita: R$2 sobre um CPV de R$60 dá 3,3%, e sobre R$110 dá 1,8%. Em troca dessa fração, o gestor elimina a visita fantasma (visita registrada sem o promotor estar na loja), recupera cobertura perdida e enxerga ruptura no mesmo dia em vez de no relatório de fim de mês. O ROI não está em economizar no software: está em proteger os 97% restantes do custo, que é a equipe em campo.
Coloque um número no ROI. Suponha que a validação por GPS elimine 30 visitas fantasma por mês. A um CPV de R$60, isso são R$1.800 que pararam de ser pagos por visita que não aconteceu. Esses R$1.800 pagam 900 visitas reais monitoradas pelo software a R$2 cada. O software se paga sozinho só com o que recupera de visita fantasma, antes mesmo de contar o ganho de cobertura e a queda de ruptura.
É por isso que escolher pelo menor preço de licença sem olhar o que está incluído costuma sair caro. Uma ferramenta barata que não valida GPS deixa passar visita fantasma, e cada visita fantasma a R$60 de CPV é prejuízo direto. O cálculo de compra precisa pesar o custo do software contra o que ele protege, não só contra o concorrente.
Perguntas frequentes
Quanto custa um software de gestão de promotores em 2026?
Depende do modelo. No pay-per-visit do PMR, R$2 por visita realizada para volumes até 1.000 por mês, sem mensalidade, sem taxa de adesão e sem contrato mínimo. Plataformas com mensalidade por usuário cobram sob consulta, sem preço público. Para operações grandes e estáveis, a Licença Permanente zera a mensalidade a partir do 13º mês.
Qual modelo de cobrança é mais barato para gestão de promotores?
Para volume variável ou operação em crescimento, o pay-per-visit costuma ser o mais barato, porque meses fracos custam menos. Para operações grandes e estáveis com mais de 165 pessoas em campo, a Licença Permanente fica mais econômica no longo prazo, já que zera a mensalidade do 13º mês em diante.
O que está incluído no preço do software de gestão de promotores?
No PMR, o valor por visita inclui check-in com GPS, foto geolocalizada, checklist digital, relatório em tempo real, app offline e suporte. No pay-per-visit não há cobrança separada de implementação. Em plataformas com mensalidade por usuário, taxa de implementação e setup costumam vir à parte do valor mensal.
Mensalidade fixa ou pay-per-visit: qual sai mais barato?
A mensalidade cobra o mês inteiro independente do uso, o que vira custo preso em operações com sazonalidade. O pay-per-visit cobra proporcional ao volume real, então meses com menos visitas custam menos. Para volume constante e alto, a mensalidade ou a Licença Permanente podem compensar.
Como calcular o ROI de um software de gestão de promotores?
Some o custo do software ao custo total da equipe (salário, encargos, deslocamento e overhead) e divida pelo número de visitas para chegar ao custo por visita real. Um software a R$2 por visita representa cerca de 1,8% a 3,3% de um CPV de R$60 a R$110, e protege o restante ao eliminar visita fantasma e perda de cobertura.
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