- Por que 7 e não 20
- KPI 1: Taxa de cobertura do território
- KPI 2: Taxa de conformidade de execução
- KPI 3: Custo por visita (CPV)
- KPI 4: Produtividade por rota
- KPI 5: Sell-out por PDV visitado
- KPI 6: Taxa de ruptura nos PDVs da carteira
- KPI 7: Mix ativo por PDV
- Os KPIs que não usar
- Como acompanhar na prática
- Perguntas frequentes
O gestor regional de trade marketing recebe dados de 50, 100, às vezes 300 PDVs ao mesmo tempo. Com 20 KPIs para acompanhar, nenhum recebe a atenção que merece. O gestor olha para os números errados na hora errada e toma decisões com dados incompletos.
7 KPIs é o limite que permite decisão diária sem paralisia. Eles respondem as três perguntas que importam para um gestor regional: minha equipe está cobrindo o território? Está executando corretamente? O resultado está chegando nas vendas? Este artigo mostra quais são, como calcular cada um e quais indicadores parecem úteis mas travam a gestão.
Por que 7 e não 20
Os outros indicadores que aparecem em dashboards de trade (share de gôndola, NPS de promotor, índice de satisfação do PDV) são complementares e úteis para análises mensais, não para gestão semanal. Quando o gestor regional tenta monitorar 20 métricas ao mesmo tempo, o resultado é o mesmo de não monitorar nenhuma: excesso de dado sem contexto, decisão baseada em intuição e problemas crescendo silenciosamente no território.
Os 7 KPIs abaixo cobrem as três dimensões que determinam o desempenho de qualquer território de trade: cobertura, execução e resultado.
KPI 1: Taxa de cobertura do território
Percentual de PDVs da carteira visitados no período, em relação ao total planejado.
Meta típica: 95% ou mais para PDVs A e B. Acima de 85% para PDVs C.
PDV não visitado é PDV com produto possivelmente em ruptura, gôndola desorganizada e concorrente tomando espaço. O gestor regional que não sabe a cobertura semanal não sabe o tamanho do problema que está crescendo no território.
Erro comum: calcular cobertura sobre total da carteira sem segmentar por classificação de PDV. Um promotor que visita todos os PDVs C e ignora os A parece ter boa cobertura. Não tem.
KPI 2: Taxa de conformidade de execução
Percentual de visitas em que o checklist de execução foi completado com evidência fotográfica.
Meta típica: 90% ou mais.
Presença no PDV não é execução no PDV. Um promotor que faz check-in via GPS e sai em 6 minutos sem foto não executou nada verificável. A conformidade diferencia a visita produtiva da visita de comparecimento.
O que o checklist deve cobrir: exposição de produto na gôndola correta, share de espaço versus meta, material de PDV posicionado, preço correto, ruptura zero ou reportada.
KPI 3: Custo por visita (CPV)
Custo total da equipe no período dividido pelo número de visitas realizadas.
Meta típica: depende do ticket médio do PDV. Um CPV de R$ 15 para PDVs com ticket de R$ 500/mês não fecha. Para PDVs com ticket de R$ 3.000/mês, fecha fácil.
Sem CPV calculado, o gestor regional não sabe se está gerando ou destruindo margem com cada visita. O CPV conecta a operação de campo com o resultado financeiro.
O PMR cobra R$ 2 por visita realizada via plataforma. Uma operação com 15 promotores fazendo 15 visitas/dia gasta R$ 450/dia em tecnologia, mais os custos da equipe. Calcular esse total é o primeiro passo para saber se a operação é rentável.
KPI 4: Produtividade por rota
Número de PDVs visitados por promotor por dia útil.
Meta típica: 12 a 18 visitas/dia para PDVs com tempo de permanência de 20 a 30 minutos. Menos que isso indica roteiro ineficiente ou tempo de permanência excessivo sem resultado.
A produtividade por rota revela ineficiência operacional antes que ela vire problema financeiro. Um promotor com 8 visitas/dia quando a meta é 15 está desperdiçando metade do tempo disponível, geralmente em deslocamento ou em PDVs que não precisam de tanto tempo.
Esse KPI é o sinal mais rápido de problema de roteiro. Quando a produtividade cai, a primeira investigação deve ser: o promotor está seguindo o roteiro planejado?
KPI 5: Sell-out por PDV visitado
Vendas do PDV para o consumidor final nos PDVs visitados, no período.
Sell-in (venda para o PDV) é relevante para a distribuidora ou indústria. Sell-out (venda para o consumidor) é o indicador real do impacto do trade no PDV. Um PDV que compra muito mas vende pouco está acumulando estoque, e o próximo pedido vai ser menor.
Limitação importante: sell-out depende de o PDV compartilhar esse dado. Grandes redes com DMS compartilham. PDVs independentes, raramente. A ausência de sell-out em parte da carteira é a realidade e não invalida o KPI, mas exige interpretação cuidadosa.
KPI 6: Taxa de ruptura nos PDVs da carteira
Percentual de PDVs visitados em que pelo menos um produto da carteira estava em ruptura.
Meta típica: abaixo de 8%.
Ruptura é venda perdida imediata. Um consumidor que não encontra o produto não espera: compra o concorrente. O gestor regional que aceita 15% de ruptura como normal está aceitando que 15% das oportunidades de venda no território simplesmente não acontecem.
O promotor não causa a ruptura, mas a reporta. A ruptura é sinal de problema no abastecimento ou no planejamento de estoque do PDV. O gestor regional usa esse dado para acionar a área comercial ou de logística.
KPI 7: Mix ativo por PDV
Número médio de SKUs da carteira que cada PDV comprou no último ciclo.
Meta: definida por segmento de PDV. Um supermercado A deve ter mix ativo de 40 ou mais SKUs; uma padaria C pode ter 12.
Promotor que visita o PDV mas não expande o mix não está gerando incremento de receita. O mix ativo mede se a presença do promotor está se traduzindo em mais variedade na gôndola, o que aumenta oportunidade de sell-out e de recompra.
Os KPIs que não usar
NPS de promotor pelo PDV: útil para gestão de relacionamento, inútil para gestão de performance de território. Um promotor querido que não executa é um problema com aprovação alta.
Número de fotos enviadas: foto não é execução. É evidência de execução. Um promotor que envia 30 fotos por visita da mesma gôndola não está executando mais: está documentando mais. Foto conta se é parte do checklist de conformidade, não como KPI independente.
Tempo médio de permanência: por si só, não diz nada. 45 minutos no PDV pode ser alta produtividade (muito a executar) ou baixíssima produtividade (lentidão). Combine com conformidade para ter interpretação útil.
Como acompanhar na prática
Os 7 KPIs precisam de frequência de acompanhamento diferente:
| KPI | Frequência | Motivo |
|---|---|---|
| Cobertura | Diário | Ver se o roteiro foi executado |
| Produtividade | Diário | Ver se o roteiro foi executado |
| Conformidade | Semanal | Ver qualidade da execução |
| Ruptura | Semanal | Ver qualidade da execução |
| CPV | Quinzenal | Ver impacto financeiro da operação |
| Mix ativo | Quinzenal | Ver impacto financeiro da operação |
| Sell-out | Mensal | Ver resultado comercial consolidado |
O PMR entrega os primeiros quatro em tempo real no painel do gestor regional, sem exportação manual. A revisão quinzenal e mensal pode ser feita com o relatório automático gerado pela plataforma.
Perguntas frequentes
Quantos KPIs um gestor regional de trade deveria acompanhar?
7 é o número que permite gestão prática sem sobrecarga. Dashboards com 20 ou 30 indicadores parecem robustos, mas na prática o gestor não monitora nenhum com atenção adequada. Os 7 KPIs listados cobrem cobertura, execução e resultado, que são as três dimensões que determinam o desempenho de qualquer território de trade.
Como definir a meta de cada KPI para minha operação?
As metas dependem do perfil da carteira. Como ponto de partida: cobertura acima de 95% para PDVs A/B, conformidade acima de 90%, CPV compatível com o ticket médio por PDV, produtividade de 12 a 18 visitas/dia, ruptura abaixo de 8%. Ajuste conforme o primeiro mês de dados da sua operação.
O que fazer quando a taxa de ruptura está consistentemente alta?
Ruptura alta crônica tem duas causas: abastecimento inadequado (o pedido do PDV não chega a tempo) ou mix inadequado (o PDV pede pouco porque vende pouco). O promotor pode identificar qual é a causa, mas não resolve sozinho. A ação é acionar a área de vendas ou logística com os dados específicos de quais produtos e quais PDVs têm mais ruptura.
Como o PMR ajuda o gestor regional a acompanhar esses 7 KPIs?
O PMR entrega cobertura, conformidade (via checklist com foto obrigatória), CPV calculado automaticamente e produtividade por rota em tempo real no painel do gestor. Ruptura é reportada pelo promotor no checklist. Mix ativo e sell-out são integráveis via relatório da distribuidora ou indústria. O acesso é web e mobile, sem instalação.
O PMR entrega cobertura, conformidade, produtividade e ruptura no painel do gestor regional sem planilha e sem exportação manual.
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